Lá no sábado eu tinha coisa bagaramba pra fazer. Após a minha garganta sarar e me deixar viver me restava pôr em dia o que ela me atrasou. E, de verdade, percebi que faculdade é uma coisa que tem um alto poder de acumulação. E naquele fatídigo dia resolvi pôr minha vida acadêmica no prumo.
Eu, por incrível que pareça não consigo estudar sem música. E, de posse dessa fato fui abrir o meu Winamp, da forma mais corriqueira possível. Antes disso, lembrei ter baixado o acústico do Rappa e não tê-lo dezipado para seu local devido. E não é aí que me descubro que um dos meus HDs, com todas minhas músicas, fotos, e outras budegas, resolve me dizer que não está formatado, e por consequência, vazio, segundo a informação que meu Windows me exibia.
Fiz uma conta rápida, da ordem de: “17000 fotos, 3000 músicas”… é acho que tenho motivos suficientes pra me matar.
Tentei uma ou duas coisas, tipo desmontar o PC, dar a limpadinha rotineira (que percebi que tinha muito tempo que não era feita, pela quantidade de poeira lá dormind), re-checar conexões e talz. Perdi por volta de 1 hora tentando várias coisas, até apelando para os programinhas milagrosos de diagnóstico. Daí lembrei que a minha faculdade vai me possibilitar comprar 200 HDs pra ter o backup que eu quiser e fui estudar. Entre uma integral e outra me perguntava: “Puta que …!! Que eu vou fazer com esse HD?”
Despois de forçar a barra e adiantar a vida bastante, fui pro PC e voltei a pensar se eu instalava o Emule e começava minha vida do zero ou se entrava em depressão. Enquanto decidia, fui na última tentativa desesperada ver se a mais simples operação funcionava. Meu computador -> “Big Boy E:”. Funcionou. Entrou, sem maiores reclamações ou avisos. Foi como uma ressurreição pra mim. Aí descobri o que quer dizer aquela de “a verdadeira felicidade nas coisas simples”.
É isso aí. Máquinas também são temperamentais, pra quem ainda duvida de Assimov.

