Archive for December, 2005

Virada

Reveillons, anos novos, passagens, enfins. Sempre aquela balela de vida nova e promessas mil, apesar de em nenhum outro mês do ano rolar uma festinha pra celebrar mais um ano completado. Seres humanos possuem a desvantagem de necessitarem de datas para marcar a vida. Malditos Gregório, Juliano e Romanos.
Hoje acordei com a macaca! :D Aproveitei o climinha de “Oba-oba! Tudo vai mudar ano que vem!”, pus a máscara por causa da minha alergia à poeira e dei A geral no meu quarto, que agora terá que acomodar minha baterinha querida do coração novamente. A seguinte filosofia deveria ser seguida para a limpeza: “Tudo aquilo que eu pensar se devo guardar vai pro limbo. Só aquilo que for necessário sem pestanejo que permenace”. Sem dúvida nenhuma zilhões de coisa que ainda não servem mais pra nada continuam, mas eu consegui minimizar consideravelmente a quantidade de lixo armazenado no meu dormitório.
Nessa brincadeira foram umas 50 pilhas AAA (frutos do meu Muvo), umas 30 revistas de informática de 2003 e 2004, umas 7 toneladas de papel, 738.5 mil coisas menos importantes e um bucado de roupas e calçados que não me servem e/ou não me agradam, que vão ser repassados pra pessoas que vão fazer melhor uso delas do que eu.
É impressionante a quantidade de coisas que se guarda, nunca mais se acha e do nada resurgem. Os mais curiosos do dia foram as metades dos meus cisos, que estavam espalhados na gaveta e um punhado de cartas das namoradinhas dos meus 15 anos de idade, que hoje se tornam textos cômicos, mas interessantes para efeito de parâmetro de maturidade. Foram inúmeros papéis que você fica puto de não tê-los achado na hora que mais precisou.
Mas, como tudo na vida, a gente sempre tira uma lição de moral (afinal, pra que servem Branca de Neve, os Três Porquinhos e o Pequeno Polegar e a canelada na cama de madrugada?), vi o tanto de coisa que adquiri durante a minha vida que simplesmente caíram no esquecimento. Hoje não serviam pra absolutamente nada, além de ocupar espaço, o que é uma utilidade pouco positiva. A sensação de limpeza e “frescor” no meu quarto impressiona. Posso sentir o ar feliz em poder se movimentar sem tantos obstáculos inúteis pelo caminho. A luz do sol iluminando os cantos outrora obscuros por seres inanimados monstruosos. A alegria daqueles que foram escolhidos para ficar, apesar da perda de companheiros queridos, entendida que era para o melhor de todos, obviamente. Tá. Pronto.

E o legal disso tudo é ver como a prática de tirar coisas inúteis deixa as coisas mais claras não só no seu ambiente, mas na sua vida. O próximo passo é realizar uma limpeza dessas na minha vida. O que não servir pra nada vai pro espaço. Nem que sirva pra futilidade, pois essa mostra pra gente que a felicidade é mais fácil pra quem é idiota.

O que me incomoda é o diabo da superficialidade.

Incomodou a caixola Diogo Freire 30 Dec 2005 3 Comments

Paixão

Alguns diriam que sou poeta, ou filosofo. Outros mais animados simplesmente afirmariam, com muita propriedade e uma parcela farta de razão que sou um idiota. Mas o que importa é que, em ambos os casos, os personagens estariam certamente envolvidos no contexto a seguir.

O mundo carece de paixão.

Isso. Paixão. Por favor, nada de casinhos sentimentais de fins sexuais por um outro humanóide, única e exclusivamente. É se apaixonar pelo seu gato, pela sua mãe, pelo seu trabalho, pelo seu amigo, pelo que você sonha, pelo que você odeia, pelo que você ouve, pelo que você vê e até nesse meio arrumar uma figura bacana pra se apaixonar da forma costumeira por aí. Parece que a gente esta sendo ensinado a amar, e não a se apaixonar. Televisão é uma merda. Aquele sentimento quase que só instintivo, muitas vezes até sem um certo respeito, que vai, e ces’t la vie, sumiu. Nada de podas, cabestros, futuro. Aquela coisa viceral, que simplesmente exclui e bloqueia toda a razão do momento.
É fácil e excitante achar alguns apaixonados pelo mundo. São pessoas extremamente vivas e instigantes. Geralmente essas pérolas são vistos como idiotas – ou gênios. Correm atras daquilo que se apaixonam, lutam, fazem por onde, e geralmente com maturidade e controle próprio são pessoas de sucesso, que sabem a hora de amar e a hora de se apaixonar pelo artefato em questão, não necessariamente nessa mesma ordem, e nem ao mesmo tempo.
O que vejo hoje é um grande medo do que vai ser. Uma meia dúzia de histórias me fazem ver que alguns ditados populares são sim inteligentes, como aquele do “Você só se arrepende do que não faz”. Apesar da completa relatividade desse aí, as grandes oportunidades são perdidas pela mais imbecil falta de paixão. Alguns efeitos colaterais são insegurança, ignorância, infantilidade, medo e – talvez o pior de todos – reflexão exagerada após a perda daquele momento. Se fossemos apaixonados ( e não simplesmente amantes ), as oportunidades não teriam tempo de vacilar, sendo pegas sempre de surpresa. E pronto! Nada mais gostoso que uma paixão correspondida.
Nisso tudo, o grande sentimento burramente implantado pelo mundo, que se chama amor (e viva SPC!), é pura consequência de uma paixão comedida, bem distribuida e muitas vezes indomável. Já dizia o poeta que amar é pros fracos. O amor é o mais banalizado dos sentimentos. Muito mais que a felicidade (que nada mais é que uma paixão sólida e deliciosa por si mesmo, que cessa de vez em quando e depois volta. Afinal de contas, paixões são assim!). Uma prova dessa banalização é a quantidade de músicas e poesias sobre amor que existem no mundo. Apesar de todos falarem que não sabem “explicar o amor”, desafio alguém a explicar sentimentos menos nobres, mas não menos importantes, como raiva, indiferença e tristeza.

Ditados populares. Sempre odiei essas equações de vida, apesar de ser um aspirante a engenheiro. Me impressionava como minha vó os usava. E tô começando a virar fã dela de verdade.

Falar é fácil…

Era pra entender? & Incomodou a caixola & Pô! Peraê, carambola! Diogo Freire 28 Dec 2005 2 Comments

Mercado Pesado

Porteiros, faxineiros, zeladores, vendedores, entre outros. Há muito tempo existem algumas profissões, principalmente as ditas mais baixas (e tão ou mais importantes como qualquer outra), que fazem caixinha de Natal ao fim do ano para dar uma reforçada no orçamento e poderem comprar lá um presentinho mais bacana pra criançada ou dar uma incrementada na ceia e ficar mais gordinho no fim do ano.

Ontem, pro meu espanto, indo pegar um busão no centro, me passo aqui na zona boêmia (ou baixa Paraná) de BH e me vejo um travesti com uma caixinha na mão, pedindo “ajuda pra caixinha da tia”. Tá aí. É profissão como qualquer outra também e digna dos mesmos previlégios que uma caixinha de natal pode oferecer. Afinal de contas, cada um com seus problemas.

Dignidade Já!

Era pra entender? & Lava roupa todo dia Diogo Freire 24 Dec 2005 3 Comments

Seguindo uma sugestão sábia do Cabeça, convenientemente resolvi citar Jules Winnfield (Samuel L. Jackson), de Pulp Fiction, que manda um Ezequiel 25:17 antes de matar uns coadjuvantes menos importantes.

“O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens de mal. Abençoado é aquele que, no nome da caridade e da boa-vontade pastoreia os fracos pelo vale de escuridão, para quem ele é verdadeiramente seu irmão protetor, e aquele que encontra suas crianças perdidas. E eu os atacarei, com grande vingança e raiva furiosa àqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você.”

Incomodou a caixola Diogo Freire 23 Dec 2005 3 Comments

Insanidade

Programador revoltado busca informações sobre quem foi o afastado de Deus que inventou ASP, e pede doações para que ele possa brincar de Jogos Mortais ou tortura chinesa com o mesmo.
Gratifica-se.

Pô! Peraê, carambola! Diogo Freire 21 Dec 2005 4 Comments

“Froid” explica

From: HUGO SOUSA TRAJANO <mkukgej@northtoronto.net>

To: diogo@fernandapaesleme.com.br
Date: Dec 16, 2005 8:53 PM
Subject: Aprende a viver e saberás morrer bem.

Message:

Aproveite essa oportunidade

AFFTER EFFECTS- 4CDS
COREL DRAW -3CDS
PHOTOSHOP -1CD
DREAMWEAVER -1CD
FLASH -1CD
POWERPOINT -1CD
WEBMASTER E WEBDESIGER -4CDS
WINDOWS XP -1CD
WORD XP -1CD
EXCEL -1CD

Meu deus. A que ponto a psicologia chegou!!!!!!!!

Era pra entender? & Pô! Peraê, carambola! & dábliu-dábliu-dábliu Diogo Freire 20 Dec 2005 2 Comments

Esperanto

Programadores sofrem muito com um problema sério chamado despradronização. Pra quem não sabe, excessões são a grande escória do mundo da programação. Hoje, o grande impasse entre Internet Explorer e “resto” é incessante, no que diz respeito à padronização de interpretação de Javascript e CSS, e a gente que se vire pra que as coisas funcionem em vários navegadores. O código que funciona em vários navegadores é chamado de código cross-browser.
Opera, Firefox, Safari e outros respeitam a padronização, enquanto a Microsoft impôs a sua com o estouro do IE, e agora tá tendo que correr atrás do prejuízo por pressão da galera que faz código pra web. Pelo visto o IE 7 vai resolver muitos problemas com isso. Como minha plena praia é fazer programa virtual :P , sofro muito com tratamento em Javascript de eventos e animação. Vim trazer alguns artíficios que utilizo para driblar esse inferno em minha vida.

O primeiro deles diz respeito a pegar elementos para trabalho em JavaScript, principalmente DIVs. A função abaixo, que utilizo à bastante tempo, acaba com esse problema de uma forma razoável.

<script language=”Javascript”>
var dom = document.getElementById;
var iex = document.all;
var ns4 = document.layers;
function getElement(name,nest) {
nest = nest ? ‘document.’+nest+’.’ : ”;
var el = dom ? document.getElementById(name) : iex ? document.all[name] : ns4 ? eval(nest+’document.’+name) : false;
el.css = ns4 ? el : el.style;
return el;
}
</script>

Tudo que ela faz é a checagem de parâmetros específicos dos navegadores, checando a existência deles ou não, e decidindo qual função ou propriedade usar para referênciar esse objeto. Chamando

<script language=”Javascript”>
divnoticia=getElement(“noticia”);
</script>

Temos a DIV “noticia” e suas propriedades guardadas na variável divnoticia, independente de de qual browser a chamada é feita. É importante ressaltar que não convêm criar uma variável com os mesmo ids de DIVs do documento, pois o IE referencia elas direto, sem necessidade de uma função especial. Ou seja, a variável “noticia” já se refere à div de id “noticia” no documento pro IE, mas o mesmo não é verdadeiro pra outros browsers. O segundo parâmetro é para ser usado caso se referencie um objeto dentro de outro, como uma tabela que está em uma DIV. Alguns navegadores mais antigos precisam disso para achar o objeto corretamente. Sendo assim, o primeiro parâmetro é o id da tabela, e o segundo o id da DIV.
A partir daí, é usar variavel.css.propriedade=”valor” pra brincar com o CSS do objeto em questão. A lista de conversão de propriedades CSS para referências em Javascript pode ser encontrada aqui.

Em alguns momentos, o problema de incompatibilidade de elementos é tão grande, que o mais fácil é fazer um código JavaScript ou
CSS ou HTML pra cada navegador. Pra decidir qual código deve ser mostrado, A varíavel PHP $_SERVER['HTTP_USER_AGENT'] tem, entre outras informações o, o nome do navegador do usuário.
Um código prático para solucionar esse problema seria:

<?php
if (eregi(“msie”,$_SERVER["HTTP_USER_AGENT"])) {
//código de tratamento para o IE
} else {
//código de tratamento para outros browsers
}
?>

A função eregi() checa se existe a string “MSIE” no nome do browser, string essa só existente na variável quando um navegador IE solicita a página! :D

Qualquer coisa nova tragoaê!

Mamãe sou Nerd & dábliu-dábliu-dábliu Diogo Freire 20 Dec 2005 2 Comments

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