Archive for March, 2006

8 ou 80?

Sempre tenho uma enorme dificuldade em escrever aqui. Os temas (como tudo na minha cabeça) se misturam, fundem, separam; como o mundo de Empédocles e seus quatro elementos básicos (sim, ele é o precursor do Capitão Planeta: os elementos são água, ar, fogo e terra) que dão origem a tudo ao se unerem e separarem. Meus pensamentos também são assim, só que um pouco mais confusos. Diversas vezes já comecei a escrever aqui, mas leio a primeira frase e penso: “Tá tosco. Depois eu escrevo”. Se eu mesma tenho dificuldades em acompanhar meu raciocício (quem conversa muito comigo sabe que eu tenho tendência a “atropelar” as palavras, por tentar seguir meu pensamento), imagina quem está lendo…

Sim, sim… me acho uma pessoa extremamente confusa e sei que as vezes confundo os outros também. No meu mundo das idéias (e dá-lhe Platão!) tudo é válido, aceito e possível. E palavras como sim ou não se tornam sem sentido. Nessas horas, a decisão é tomada por coisinhas como sentimento, ética, moral e algo que não sei explicar. Sexto sentido, quem sabe. O interessante disso é que me considero uma pessoa bem racional, mas meu lado sentimental fala muito alto. Confuso para você? Imagina para mim… :S

Ao meu ver, essa distinção entre pessoas racionais e sentimentais não faz muito sentido. Todos nós somos os dois. O que avacalha tudo é o tal do “extremismo”, do “8 ou 80″. Diogo e eu já tivemos milhares de momentos viajantes discutindo esse tipo de coisa. E mais uma vez, como tudo na vida, surge o conceito de equilíbrio, de meio-termo. 

Não me dou bem com pessoas extremistas. Geralmente, elas me tiram do sério. Ops, calmaê… esse já é um outro assunto… Tenho que me policiar para não ficar fazendo tantos ganchos, senão o post nunca termina.

Bom, resumindo esse post: Hoje falamos sobre como a Daphne é confusa, e como ela acha estranha a distinção entre racional e emocional, uma vez que somos a mistura dos dois. Falamos também da importância do meio-termo, do equilibrio em tudo que fazemos. E que esse equilíbrio precisa partir já de nossas opiniões e idéias.

 Falei, falei, falei pra no final citar “O” Humberto Gessinger, também conhecido como “O” Cara:

“…há um ponto de partida, há um ponto de união: sentir com inteligência, pensar com emoção…”

Era pra entender? &Incomodou a caixola Daphne Barros 24 Mar 2006 2 Comments

Novos horizontes

Desde o “no ínicio tudo era trevas” até hoje, muita coisa rolou. E muita coisa importante. Uma delas, de menor expressividade, foi uma parada chamada “computador”, elemento esse responsável pela melhora de várias aspectos da vida humana.

O sábio diria que a informática veio pra resolver os problemas que ele mesmo criara. O ignorante não diria nada, haja visto que alguém ia dar um cartão de Bolsa Família pra ele o chamaria de “Excluído Digital” e ficaria por isso mesmo. O gato diria “Miau”, e assim vai.

O grande problema disso tudo é a informação. E nesse caso não a falta dela, e sim o seu excesso. Muito se é visto, mas sabe-se lá o que é verdade. Existem alguns poucos e bons que, com um coração mais bondoso, tentam trazer a luz para a humanidade.

Então. Após essa introdução(?), trago com um enorme prazer o Intervalo do Café. Esse projeto, concebido pelo Medeiros e abraçado por mim, quer nada mais, nada menos, do que limpar o mundo da escória da informação; nesse caso a informação digital. O intuito é simples: tentar dar uma força pra aqueles que gostam e usam o mundo da internet e da informática, acham tudo bacana, mas ao mesmo tempo tão meio perdidos no meio desse bombardeio de tanta informação existente.

Falta bastante experiência além do cacuete -7,5 pra radialista, mas sobra um bucado de vontade e existe a necessidade na medida certa. E a gente espera que com isso, muita gente por saia do mero “principiante” e vá para o usuário bacana, que sabe identificar o terreno que está pisando e possa caminhar contente. E vamos melhorar a cada dia nessa arte…

Afinal, no início, tudo era trevas… (Nuuuuhhhhh!!!! Que gaaannnncchoooo!!!)

Incomodou a caixola Diogo Freire 20 Mar 2006 1 Comment

Tupã?

Hoje pela manhã, tomando café me vejo a seguinte notícia:

Protesto indígena
“[...] “Agora as crianças da minha aldeia estão morrendo com diarréia, vômito, febre e gripe. Falta remédio. Como os enfermeiros e os médicos vão trabalhar sem assistência?” – questionou Antônio Mota, representante da etnia mura. [...]“

Só agora que rolaram vômitos, febre, gripe, etc.? Enfermeiros? Médicos?
Tenho saudade da minha época de muleque, onde eu lia histórias fantásticas do Papa-Capim, onde tinha um Pagé que curava tudo com plantas e magia.
Daí veio uma professora de história e me disse que o homem branco trouxe um monte de doenças novas (entre elas a ganância imbecil) e que os índios sofreram com isso, acabando com minha ilusão. Hoje penso que talvez seja o homem branco o maior culpado pela perda de poderes dos Pajés.
Fato é que hoje índio faz fogueira em torno da Fundação Nacional de Saúde (e não na aldeia) pra ver se o diretor da mesma (e não Tupã ou Jaci) dá uma força pra que eles sobrevivam.

Maldita cultura yankie-européia-da-época-do-descobrimento-até-hoje… É difícil terminar um post desses sem querer escrever no mínimo um livro sobre o pouco que penso e sei sobre o assunto. Isso me entristece. E muito.

Música infanto-juvenil conveniente: Brincar de Índio – Rainha dos Baixinhos

Lava roupa todo dia &Pô! Peraê, carambola! Diogo Freire 14 Mar 2006 1 Comment

Comédias da vida urbana

No segundo período de faculdade decidi que todos os dias usuaria meu MP3 player, que não é lá grandes coisas, como recurso para não saber da vida das famílias do Buritis, artefatos esses ampla e detalhadamente conhecidos pelas domésticas que trabalham nos domicílios da região onde a minha faculdade se encontra. Sendo assim, há 2 anos que todo dia de manhã venho ouvindo minhas musics, pensando na vida e também estar livre de certas frases de efeito que costumam rondar o famoso, famigerado e lotato busão.

Mesmo assim, de vez em quando a música tem uma dinâmica mais baixa, tá passando de uma música pra outra, entre outros, e eu ouço algumas coisas. Hoje, pra minha felicidade, minha pilha não poderia ter acabado numa hora melhor.

Uma senhora, um pouco mais ignorante, queria passear pelo corredor após observar que o mesmo estava abarrotado de gente. Pra isso, ela tentou o jeito mais fácil de se conseguir espaço: gritar. Gritou um bucado, mas um bucado bem grande e alto, pedindo licença irritando um bucado a galera. Uma figura que tava ao meu lado, com cara de quem bebeu o fim de semana inteiro, tinha uma prova no primeiro horário e não sabia nada da matéria, além de ter brigado com a namorada por causa do cachorro dela no sábado à noitinha, num mix perfeito de calma misturada com impaciência me solta a pérola:

Aê Tia, para de gritar ca*****! Televisão é uma m**** mesmo. Fica vendo Ghost até tarde dá nisso. Acha que dá pra passar por dentros dos outros a hora que bem entender. Pára de ver TV, vai dormir, acorda mais cedo e pega o busão vazio, p****.

Um busão cheio de nego de faculdade, entre outros, foi ao chão, de tanto rir, e eu fui junto. Foi uma boa maneira de começar a semana. Ninguém mais ficou sabendo do paradeiro da tia, graças ao bondoso, divertido, engraçado, cinéfilo, revoltado e bacana mano que estava ao meu lado.

Depois disso, troquei a pilha, liguei o MP3 novamente e voltei a ouvir Kashmir.

Lava roupa todo dia &Pô! Peraê, carambola! Diogo Freire 13 Mar 2006 1 Comment

Eu ainda chego lá…

Estranho. Muito estranho.

Hoje vi o “Making Music”, vídeo onde Victor Wooten e Carter Beuford te colocam dentro da gravação do disco “Yin Yang”, de Victor. E, zilhões de coisas me intrigaram.

A primeira delas é, com certeza, a calma e tranquilidade que todos os músicos que participam da gravação tocam. Eles fazem coisas estupidadamente fantásticas, com a cara de “eu tô dormindo”. Tá bom, tá bom. Talvez isso seja o de menos. O fato das idéias musicais, e a visão de “fazer música” que os caras passam também não seja importante. Experiência? Bah! Balela!

O que me enputece de verdade é o fato de que eu sou ouço “o negócio é ser simples, tocar o necessário, não inventar muito” da boca de quem toca muito. E detalhes que o “simples” dos caras é o ultra-avançado pros meros mortais. E já ouvi o mesmo da boca de ínumeros outros músicos, cujo instrumento é só uma mera extensão do pensamento. “Faça o simples. Sonhe com o que é difícil pra gente. Se é que isso existe.”

Engraçado que o mesmo vale pra dinheiro. Já viu que só quem tem muito fala que ele não traz felicidade? Pois é….

Tudo bem. Meu consolo é ver que até errando os caras conseguem fazer bunito. Mas o título já diz tudo.

P.S.: O Jorge Vercilo fez um DVD mostrando a gravação de um dos discos dele. Ele dá todas as dicas de mixagem, idéias, dinâmica, e etc. Alguém sabe o nome e/ou onde arranja-lô? :P

Incomodou a caixola &Pô! Peraê, carambola! &Viva a Música! Diogo Freire 11 Mar 2006 1 Comment

o_O

Elêlê! Esse Bush é divertidão. Tô lembrando da cara dele de conteúdo misturado com espanto quando o Katrina devastou New Orleans. Tô lembrando também a minha cara de interrogação quando vi ele falando que o Katrina “era imprevisível” e de exclamação ao ver que até hoje tem coisa destruida… Eis que me deparo, então, com essa notícia: “Vídeo prova que Bush sabia da ameaça do Katrina”. Ai eu te pergunto: O que tinha de precioso pro Bush preservar além de uma das populações mais pobres dos EUA?

E dááááá-lhe destruição e demora na ajuda. Aiai… Por que o Katrina não passou no Texas, de preferência bem em cima do Rancho do tio Bush?

Incomodou a caixola &Lava roupa todo dia Daphne Barros 02 Mar 2006 2 Comments