Sempre tenho uma enorme dificuldade em escrever aqui. Os temas (como tudo na minha cabeça) se misturam, fundem, separam; como o mundo de Empédocles e seus quatro elementos básicos (sim, ele é o precursor do Capitão Planeta: os elementos são água, ar, fogo e terra) que dão origem a tudo ao se unerem e separarem. Meus pensamentos também são assim, só que um pouco mais confusos. Diversas vezes já comecei a escrever aqui, mas leio a primeira frase e penso: “Tá tosco. Depois eu escrevo”. Se eu mesma tenho dificuldades em acompanhar meu raciocício (quem conversa muito comigo sabe que eu tenho tendência a “atropelar” as palavras, por tentar seguir meu pensamento), imagina quem está lendo…
Sim, sim… me acho uma pessoa extremamente confusa e sei que as vezes confundo os outros também. No meu mundo das idéias (e dá-lhe Platão!) tudo é válido, aceito e possível. E palavras como sim ou não se tornam sem sentido. Nessas horas, a decisão é tomada por coisinhas como sentimento, ética, moral e algo que não sei explicar. Sexto sentido, quem sabe. O interessante disso é que me considero uma pessoa bem racional, mas meu lado sentimental fala muito alto. Confuso para você? Imagina para mim… :S
Ao meu ver, essa distinção entre pessoas racionais e sentimentais não faz muito sentido. Todos nós somos os dois. O que avacalha tudo é o tal do “extremismo”, do “8 ou 80″. Diogo e eu já tivemos milhares de momentos viajantes discutindo esse tipo de coisa. E mais uma vez, como tudo na vida, surge o conceito de equilíbrio, de meio-termo.
Não me dou bem com pessoas extremistas. Geralmente, elas me tiram do sério. Ops, calmaê… esse já é um outro assunto… Tenho que me policiar para não ficar fazendo tantos ganchos, senão o post nunca termina.
Bom, resumindo esse post: Hoje falamos sobre como a Daphne é confusa, e como ela acha estranha a distinção entre racional e emocional, uma vez que somos a mistura dos dois. Falamos também da importância do meio-termo, do equilibrio em tudo que fazemos. E que esse equilíbrio precisa partir já de nossas opiniões e idéias.
Falei, falei, falei pra no final citar “O” Humberto Gessinger, também conhecido como “O” Cara:
“…há um ponto de partida, há um ponto de união: sentir com inteligência, pensar com emoção…”

