Encorajado por aquele que talvez seja o ser mais sortudo com atendimentos de telemarketing vim aqui reportar algumas das experiência que passei na sexta (26/05) e hoje ([editado] 29/05) com algumas financeiras. O meu objetivo era descobrir detalhes, tarifas, filosofia e entremeios técnicos para que eu pudesse implementar soluções para diversificar a forma de pagamento para um e-commerce. E vamos, dando nomes aos bois:
Amex: Uma das poucas que tem um pouco da informação que eu buscava no site. Já por telefone, é uma das empresas pipoca-doce. Te joga de um lado pro outro com a maior educação possível, sempre dizendo que aquele setor é de alguma coisa nada a ver com o que você precisa. Me passaram uns 7 telefones diferentes, pra no final eu voltar para o 2o. que eu tinha ligado. Readapatando meu questionamento consegui arrancar a informação que precisava. Até aqui, nada que um operador de telemarketing não consiga entender. Nesse ponto, descobri que o problema sempre é nossa. A gente que não sabe perguntar a coisa de uma forma que eles possam achar no sistema. E isso mudou a minha vida. Mesmo. (Graaaaannnddeeeee Sérgio!!)
Dinners Club: Tá aí uma empresa que conheço pouco, e pelo que sei só grã-fino que mexe com ela. Pra inicio de conversa, é possuidora de um dos sites mais meia-bocas da história, que não contribui em nada na vida de pobres mortais. É. Talvez faça algum sentido.
Para tentar resolver o meu problema com a Dinners, peguei o telefone de atendimento de aeroportos, que é um dos únicos que constam no site. Lá, pedi o telefone geral de informações da Dinners. Liguei, caindo na área de comunicações de furto, e fui informado que eles não sabiam o que eu precisava. Ouvi um “Vou te transferir para a área correspondente.” e esperei. De repente: “Comunicações de furto, Fulana, Boa Noite!”. Questionando-a sobre o equívoco, fui transferido novamente. E novamente caí na área de comunicações de furto. Desisti e resolvi buscar vida nova. Desliguei, liguei novamente e fui pra outro menu. Caí no mesmo lugar. Pedi transferência. Caí na primeira atendente de todas (Daniela, se não me engano). Ao dizer pra ela que eu estava sendo pipocado e precisava de uma solução ganhei um dos maiores esporros telemárticos da minha vida. Resolvi que não merecia ouvir desaforo, interrompi, mandei ela à merda de uma forma educada e parti pra próxima. Depois disso, me lembrei da mocinha gritando do outro lado da linha, e percebi que em algum momento ela disse que era da central de furtos da Mastercard…
Redecard: Chegando à essa página vejo que é aqui que alguns dos meus problemas se resolveriam. Navegando um pouco vi que ela é a responsável pelo sistema de vendas da Mastercard, Maestro é Dinners Club. Tudo fazia sentido agora. Aqui aprendi a nunca confiar em informações de aeroportos.
O pessoal da Redecard é direto. Só fui transferido 1 vez e cheguei onde precisava. O problema é que eles não possuem 0800 nacional (ou seja, dá-lhe interurbano) e além disso falaram que não poderiam resolver o meu problema sem que eu já fosse filiado. No máximo, eu poderia agendar uma visita de um representante e aí sim ver o que eu faria.
Esse povo que não sabe ganhar dinheiro é foda. De fato, tem coisas que o dinheiro não compra.
Visanet: Aqui vem a minha babação de ovo. Essa foi a única empresa que não demonstrou preguiça em me fornecer o que eu precisava. Com uma única transferência pra uma gerente ultra-simpática em São Paulo, fui informado de tudo e ainda ela me ofereceu um ingênuo e-mail com todas e mais algumas informações necessárias para que a solução fosse implementada. Fabuloso! E ainda ouvi um “Meu filho também chama Diogo… Ai! Ele é lindo!”. Ganhei o dia. Afinal, a vida, é agora. (que coisinha besta em ficar usando essas frases da propaganda, né?)
Daí em diante saí do mundo cartãozístico e fui pro mundo banquístico:
Banco do Brasil: Treinando aqui a minha prática aprendida na Amex, passei algum tempo tentando fazer com o que o pessoal do atendimento entende-se o que eu precisava. Tentei falar várias vezes “e-commerce”. Só quando falei “comércio eletrônico” que a coisa andou. Isso que dá ficar querendo falar bonito.
O Banco do Brasil também tem um site bem bacana que dá todas as informações necessárias para essa solução.
Bradesco: Nada de mais, nada de menos. A central não sabe de nada e só passa telefone da “agência mais próxima” pra gente. Como o “gerente de pessoas jurídicas” não estava lá, não fiquei sabendo de nada útil. Que pena.
E pra fechar o dia, tinha que descobrir como faz pra um site buscar o seu endereço quando você informa somente o CEP.
Correios: A típica empresa circo, só que você não paga pra ser divertido uma vez que o telefone é 0800. As informações no site não eram muito claras, então resolvi ligar. Os atendentes são bem tapados. Na primeira tentativa fui informado que “Os Correios não trabalham mais com o sistema de CEP, senhor”. Mas hhheeeiiinnn?
Após algum custo, bastante uso de sinônimos, eufemismos e afins, descobri que a solução tinha um nome. E aí mais uma vez as coisas funcionaram, pois eles agora conseguiriam achar a pergunta na base de dados.
Só pra cair matando nerdemente, quando perguntada sobre a plataforma do banco de dados ouço um “MS-Acéssis 2000″, termo usado para descrever o MS-Access (|akcéss|) da Microsoft. Tudo bem. Ninguém é obrigado a saber falar inglês. Mas foi divertido ouvir isso da boca de uma atendente do “Suporte Técnico à Soluções Eletrônicas” dos Correios.
Enfim. Viva o país do atendimento porco! Aeeeewwwww!!!!
A Internet nos oferece zilhões de coisas pra quem não tem nada pra fazer. Partindo de jornais, passando por pornografia e chegando em inutilidades mil.
