Tem coisas que a gente não espera fazer na vida. Às vezes por falta de interesse, outras por falta de oportunidade. E esse fim de semana vivi uma das experiências mais divertidas e talvez inusitadas da minha famigerada vida: Fui ao São Paulo Fashion Week. Mesmo sendo um zero à esquerda no quesito moda e um completo zé ninguém no quesito glamour, foi uma oportunidade assaz interessante.
Com o poder de Vívian e a compania de Thaís e Mário adentramos o evento lá pelas 19hs do sábado passado (15/07). No início foi um passeio meio tímido da minha parte. Mineiro que sou, e acostumado a eventos de porte que eu julgava gigantes aqui em Belo Horizonte, devo confessar uma certa admiração pela organização e tamanho do evento. A prédio da Bienal de São Paulo é uma atração a parte. Andamos um bucado por lá e eu acho que vi metade daquele lugar. Além disso, as figuras que passeiam por lá são outra alegria da festa. Desde “os normais” às tribos clubbers, neo-hippies, drag-queens e alguns cartoons dignos de filmes de Hollywood.
Assisti ao desfile de Samuel Cirnansck que, segundo o release que li, quis trazer a ousadia da antiguidade mas de uma forma a dar poder às mulheres. O desfile é uma coisa maravilhante por si só. Aquelas mulheres magrelas e bonitas vêem, páram, ouve-se um monte de “tchek, tchek” dos fotógrafos, e lá se vão elas. Pelo menos foi essa minha ótica. Mas eu não consegui absorver muito do que eu acho que o estilista gostaria de mostrar. Talvez por ignorância minha. Mas mesmo assim achei interessante o protocolo e a ambientação musical e fotográfica para darem mais valor ao que o estilista quer passar.
Por fim, eu me coloquei a pensar sobre o preconceito embutido que existe na nossa cabeça – ou na minha pelo menos. Querendo ou não ainda acho um universo meio fútil, meio “demais”. É muita grana, é muita falação e muita luz pra falar de roupa, que é algo importante, mas nada mortal. Mas lá vi o quanto isso gira de dinheiro e influencia indiretamente o que a gente vai usar nas ruas. Lógico que ninguém vai colocar algumas peças mais exageradas, mas existe uma beleza ímpar em algumas das idéias que vi por lá. Além disso eventos como esse atraem um bucado de investimento pra o nosso país, além de fazer o nome de alguns de nós pelo mundo.
Fica aí minha recomendação e saudação ao evento. Vale muito a pena conhecer as coisas que a gente não conhece e se nega algumas vezes sem nenhum argumento plausível para tal.

