Num bom e gelado banho (pra alivar o calor) me parei para pensar sobre experiência. Não a científica e não o fato mas sim a experiência de sabedoria, de bagagem de vida. No fim acabei concluindo que a gente só é baseado na experiência que a gente tem. Nisso se incluem os estudos, erros, acertos, opiniões adquiridas entre outros.
O grande lance de ser experiente se baseia na inteligência e não na especialidade. Você pode ser experiente em um assunto mas não especialista. Eu sou assim com a área tecnológica. Consigo especular grande parte das vezes em cima de algum assunto pela minha vivência e contato com esse mundo, mas bem raramente consigo ser específico e detalhista. Da mesma forma quero ser experiente com música, e não especialista. E isso se aplica a várias áreas do conhecimento e do relacionamento humano.
Sendo assim, a experiência te dá a margem ao erro. Quando você é especialista se você não resolve você não sabe. Quando você é experiente se você não resolve você erra. E se você é especialista você não faz do jeito errado pois você sabe o jeito certo de fazer.
Não acredito que a experiência esteja ligada à idade. Talvez ela esteja ligada à sua atividade na vida. Fazer a mesma coisa milhões de vezes te torna especialista, mas a mesma coisa com vários pontos mudados em cada vez te torna experiente. Quando você é experiente você sabe englobar todas as variáveis possíveis e até levantar as impossíveis. Evita a dualidade e a dúvida, te faz ser direto e quu saiba fazer com que as coisas sejam claras e simples.
Mas há um grande pó nisso tudo. A experiência sempre se esvazia por ser relativa ou também um conceito individualista. Ela aceita questionamentos e dúvidas. Se existem outras pessoas envolvidas tudo pode dar errado porque a experiência alheia pode conflitar com a sua. Alguém conhece a história da búlgara que não pára de oferecer comida porque no seu país é uma ofensa que um convidado saia insatisfeito e do japônes que sempre aceita comida porque negá-la é um pecado? Pois é. Aqui a experiência se baseia na cultura, que é um assunto bem amplo. Mas dá pra trazer isso pra um universo menor e ver que as coisas podem bater de frente e não se bater.
Mas pelo fim das contas acho que a sua experiência de vida só é diretamente proporcional à sua vontade de aprendizagem e à sua abertura de pensamento. Um ser de cabeça fechada e isolado se torna um selvagem.



