A minha paixão por Dave Matthews Band é enorme é incontenstável e duradoura, mas tem andado meio desgastada ultimamente, confesso. Eu estava precisando de alguma coisa pra me apaixonar e agarrar. Algo novo, revolucionário que eu empolgasse e fizesse ficar babão.
Após o empurrão de uma amiga, que deu uma de cupido e me lembrou de uma música, comecei um flerte. Por enquanto tá aquela coisa que tá crescendo, meio tensa, nervosa, mas é um bom palpite para uma nova paixão. Eu tô bem empolgado e maravilhado. Parece bobagem e até me envergonhei um pouco de não ter chegado em Novos Baianos antes. Mas tudo bem. Nada nunca é tarde.
A música tema que me colocou nessa nova passagem, e o vídeo da mesma estão abaixo. Esse vídeo faz parte da Trilogia Novos Baianos Futebol Clube. Aliás, a descoberta dessa relíquia me fez um bem danado. Me diverti horrores. Ela conta com essa música, “Mistérios do planeta“, e com “Samba da minha terra” e “Alunte“. Vejam. Vocês não vão se arrepender.
Só fazendo um adendo: Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby Consuelo (ainda quando não era evangélica) com caras de adolescente é muito divertido, mas não é o que dá onda. As letras viajadas, falando de vários assuntos e com uma mistura absurda de influências ainda também não é o que dá a onda. A galera tocando pra cacete (Moraes e Pepeu são fodas desde sempre, a propósito) também não. Vai ver que a paixão é feita dessas coisas. Hahaahaha…
Mistério do Planeta
Moraes / Galvão
Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.
E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas.
Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta.
O tríplice mistério do “stop”, que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um.
No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu. Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro. De um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas.
Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola.