Se você, querido leitor, é como algumas pessoas que eu conheço (e que inclusive escrevem por aqui) que não tem tempo e/ou não se interessam por conflitos/confusões/problemas do mundo atual, o “Minuto Wimps de Informação Leve e Despreocupada” de hoje traz um resumo sobre o problema Colômbia-Equador que virou Colômbia-Equador-Venezuela e que nessa altura do campeonato já é Colômbia-Equador-e-praticamente-todo-o-resto-da-América-Latina. É bom ter notícia disso por que tá perto da gente.

No sábado, 1 de Março, a Colômbia anunciou que matou o número 2 das FARC, o Raúl Reyes. Ok, mas… dentro do território do Equador, sem que este soubesse de possíveis incursões colombianas ao seu território. Rafael Correa, presidente equatoriano, classificou o episódio como “a pior agressão” que seu país sofreu por parte do país vizinho.
Pouco tempo depois, a Colômbia acusou Equador e Venezuela de manterem acordos com as FARC. Inclusive afirmando que o Hugo Chávez entregou US$300 milhões às FARC.
Feliz da vida por enfim ter sido citado em um momento tenso, Chávez, conhecido mundialmente por ser equilibrado e democrático, expulsou o chanceler colombiano e fechou a Embaixada da Colômbia na Venezuela. E mandou um recado para Bogotá: Se acontece alguma coisa parecida em território venezuelano, é motivo para guerra. Aproveitou também para enviar o exército de seu país para a fronteira com a Colômbia.
O Equador também rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, seguindo os passos da Venezuela.
Nesse momento, o Brasil, Argentina e Chile tentam apaziguar as tensões diplomaticamente.
Fidel Castro, num momento profético, escreveu que já “se escutam as trombetas da guerra” na América do Sul. E que lógico, isso é culpa dos EUA, já que o país do Tio Sam mantem uma aliança com a Colômbia.
O Bush, que é totalmente contra a invasão de qualquer território que não é dele independente do motivo, já telefonou para o presidente da Colômbia “agradecendo” a ação “forte” contras as FARC. Bem a cara dele.
Bem, é isso amiguinhos. Vamos acompanhando o assunto para ver no que vai dar. Qualquer sinal de guerra, eu aviso aqui no Wimps e crio o “Minuto Wimps de Informação Pesada e altamente preocupante”.