Eu tenho saudade porque músico bom é músico inteligente o suficiente pra fuder com gente burra. Tudo bem quem não é difícil. Mas ter peito pra fazer isso com a imprenssa imprensa, sem medo, é outra história.
E porque acabou, afinal?
Eu tenho saudade porque músico bom é músico inteligente o suficiente pra fuder com gente burra. Tudo bem quem não é difícil. Mas ter peito pra fazer isso com a imprenssa imprensa, sem medo, é outra história.
E porque acabou, afinal?
Viva a Música! Diogo Freire 02 Jul 2008 5 Comments
Que me desculpem os adaptos do tal do samba, que tentando virar jazz vira bossa-jazz. E me desculpe os sambistas que gostam dos sambas comerciais, que acabam virando pagode. Podem falar o que quiser, mas cara de Brasil mesmo é Frevo. Até quando o troço é enjazzado dá vontade de sair pulando por aí.
Caramba, como isso é bom!
Spok Frevo Orquestra (veio pelo Cabeça)
E quando mistura com Xote, com Sivuca e com Clara Nunes, dá nisso:
Love Brasil Profundo! Me divertindo horrores!
Viva a Música! Diogo Freire 24 Jun 2008 No Comments
Há muito tempo eu não tinha essa vontade de “Cancela tudo que hoje eu fico em casa conhecendo música!”. Cinematic Orchestra, Esbjörn Svensson Trio e Bach tão me prendendo fazendo querer resolver tudo horrores pra ficar quietinhos, por conta deles!
Viva a Música! Diogo Freire 24 May 2008 1 Comment
Eu quero ser amigo do André Abujamra, do Dave Grohl e do Jack Black, não necessariamente nessa ordem.
Pô! Peraê, carambola! & Viva a Música! Diogo Freire 16 Apr 2008 3 Comments

Por mais que existam 40 coisas na minha lista de pendências, eu gosto de posts que me perturbam e me fazem querer dar prioridade a eles. Desde ontem, ao chegar no Lapa que a cabeça começou a pensar em várias coisas. E eu quero compartilhar boa parte do que pensei. E eu vou escrever pra caralho. E tendo a ser babão.
Ontem foi ver O Teatro Mágico. Enfim, após vários meses de preencheção de saco por parte de Izabela Freitas, fui. A minha primeira opinião me diz que é sensacional, incrível e maravilhoso. Mas eu acho que dar pra ser mais detalhista e, lá pelas tantas tenho minhas críticas. Mas elas não são nada perto do que eu realmente achei do show.
Na verdade, o que mais me encantou é a pluralidade da coisa. Imagino que eu vá perder foco o tempo inteiro enquanto escrevo pois realmente existe muito pra falar. Simbora.
Um bom primeiro tópico é o público. Eu sempre tenho muita dificuldade com a aceitação de públicos xiitas. Até por saber que 70% dele não é tão xiita assim e tá na onda. Isso me dá um pouco de preguiça e medo, porque é aquele público que sempre vai reagir com uma certa histeria e nunca vai ter um olhar crítico sobre o que ele tá recebendo. Mas independente disso é legal ver a galera fantasiada e a caráter pra festa. Querendo ou não, a postura e a imagem da banda permite essa paixão bacana, que é do público fiel. Mesmo os não-xiitas de ontem, que não conheciam e não eram fãs tão assíduos se fidelizaram, inclusive eu. Todo mundo se acha melhor amigo da banda. E eu também saí de lá assim.
A principal idéia por trás de tudo que me impressionou foi a originalidade em todos os aspectos. E nesse bolo a musicalidade é que tem menos o que impressionar e ao mesmo tempo o que existe de melhor. A música é por horas rock, por horas samba, por horas toada. No fim, eu consegui entender como música folclórica moderna. Tem o poder de te animar, contar uma história e te tocar. A qualidade musical da banda é maravilhosa e o casamento de idéias e a paixão pela música que possuem é emocionante e visível. E isso me fez identificar muito com a minha noção de música. Se você não é apaixonado pelo seu trabalho você tá fadado à merda. Se você o é, não existe como dar errado.
Quanto ao show é difícil comentar. Me falaram que eu tinha que ver o show e, de fato, você tem que ver o show. Todos os músicos/palhaços e bailarinos/palhaços possuem uma energia física sensacional, pulando, dançando, malabarisando, decendo no tecido ou brincando no trampolin, subindo uns nos outros, se pentelhando, e assim vai. Querendo ou não você fica toda hora esquecendo que tá naquela onda artista-palco e se sente no circo ou no meio de uns amigos brincalhões. A iluminação mostra o entrosamento de toda a equipe (apesar de, em alguns momentos eu achar que houveram algumas falhas e erros técnicos mesmo, mas nada grave) e a participação quase ativa de roadies e técnicos no show é muito bacana. Além disso, a presença de performances circenses te distraem e o show passa voando. Você não consegue focar em um músico ou em uma música porque todos eles te chama atenção em algum momento. Com você lá, super entrertido, eles tocam, você ouve e acha sensacional.
A propósito: Hats off pra todos os músicos. Todos, sem exceções ou ressalvas. A muito tempo não via uma banda grande com uma qualidade técnica tão fantástica. Eu fiquei absurdado com todos.
E só pra constar também: eu nunca gostei, não gosto e acho que não mudo de idéia quando o assunto e DJs em bandas acústicas. Scratchs não são uma coisa legal e sempre me irritam. Nada pessoal com nenhum DJ ou com o trabalho em si. Só acho que é o lugar errado. E sem mais.
Voltando: No fim das contas, tem um cara que se eu não comentar separadamente, não dá. O Sr. Fernando Anitelli.
Líder é lidér e fim de papo. Eu tenho um prazer gigante em tocar bateria sabendo que o vocalista, a cara da banda, é um cara que eu tenho absoluta confiança e respeito. No meu último trabalho tive essa honra e foi sensacional. E o Sr. Antinelli (só consigo me referir a ele assim) me inspira essa imagem. Primeiro que ele não me parece um babaca só porque é vocalista e é claro que a trupe inteira tem voz ativa na brincadeira. Segundo porque ele fala bem pra caralho e tem uma presença de palco filha da puta de boa. (Opa! Outro ponto. Não só ele, mas todos da banda tem uma presença de palco filha da puta de boa). E pra fechar, o cara tem uma visão de música e mercado que é a minha preferida. Depois do Lobão eu sempre fico com um pé atrás com os artistas que pregam a não-dependência de gravadora. Apesar de não sentir a mínima vontade por parte do Sr. Antinelli de ter que depender de uma, ver ele mudar de idéia seria uma grande decepção. De um tempo pra cá ele e o Teatro Mágico me fizeram entender duas coisas muito bacanas e isso me inspira mais admiração ainda neles.
O Teatro Mágico hoje é a concretização do que a internet representa atualmente pra música. Pra quem não sabe, todas as músicas, publicidade, clube de fãs e etc. partiram da internet. Como ele mesmo disse, é uma música que veio da galera, sem forçação de barra por parte de mídia. Querendo ou não, gravadora serve pra duas coisas hoje: distribuir e divulgar. Nem vou perder meu tempo falando no que a internet representa pra distribuição. E a divulgação vem da outra coisa que eu acredito. O que é bom não precisa de publicidade, só precisa de suporte. Se você jogar Teatro Mágico no Google ou no Orkut acha tudo o que precisa pra virar um fã de carteirinha. Eles não ficam te martelando que eles existem, mas quando você vai ver de qualé, tá tudo fácil. E que se foda o resto. Os caras utilizaram todos os meios eletrônicos pra divulgar seu trabalho, deram material pros fãs e tudo se fez sozinho. Não é a tôa que eles ganharam o prêmio de melhor show do ano pelo público da folha de São Paulo. Ganharam por que são bons e fazem o que o músico deve fazer: estar onde o povo está. E assim eles ganharam o meu respeito.
Pra fechar, vão os alertas. A gente tende a ser tendencioso e a coisa tá na onda. Felizmente eu acredito que não vai ser mais uma banda modinha por aí. Os caras são foda e tem muito o que fazer. Eu confesso que fui doido pra não gostar pois eu realmente odeio essas ondinhas e prefiro ver as coisas depois desse tesão social. Mas eu me identifiquei pra caramba. E, além de tudo eles tocam Crash Into Me, o que foi meio desleal pra mim da parte deles.
E pra diveritir: A Iza me encheu o saco pra mandar beijo pra todo mundo. No fim do show todo mundo cercou o camarin e eu tava cansado e, sinceramente, não queria dividir atenção deles com ninguém (huahuahuaha). Só esperei o Sr. Antinelli sair, peguei ele na reta. Eu queria realmente ter batido um enorme papo com o cara e ele se mostrou disposto. Mas tinha muita gente por perto e eu fiquei incomodado. Sendo assim, se procedeu foi o seguinte diálogo:
Eu: - Fernando! A Iza, Jaca de Santos te mandou um beijo!
Pausa. Cara de surpresa. Reação diferente e bem legal.
Sr. Antinelli: Pô! Que du caralho! C conhece ela?
Eu: Conheço. O apelido de Jaca fui eu que dei, inclusive.
Sr. Antinelli: [Gargalhada] Pô bicho! Que ducaralho! Manda outro! Gostou do show?
Eu: [Dando uma de amigão] Cara, sensacional. Tô maravilhado. Parabéns pelo seu trabalho. [E fui dar um abraço. Abraço correspondido] A Iza fala que a gente [apontando pra mim e pra ele] tem muita música pra conversar.
Sr. Antinelli: Ah é? Então eu quero conversar muito de música com você ainda.
Eu: Então a gente se encontra um dia pra bater papo?
Sr. Antinelli: Combinado.
Eu: Então falou. Vou nessa que a galera tá fervendo.
Sr. Antinelli: A gente se ver por aí. [Pausa. Cara de interrogação pra mim. Eu assustado. Sorriso dele.] C parece o Selton Melo cara!
Eu, já afastado pelo povo: Ah… Táquipariu… Até ocê?
P.S.: Eu desejo pesadamente a Lígia Moreno.
Viva a Música! Diogo Freire 15 Dec 2007 9 Comments
Só pra citar que eu só me fodo com o preconceito musical (não sei de quê) bobo que tenho por vezes. Eu sempre achei que The Police ia ser aquela coisa anos 80 chata. Empolgado pelo show que rolou eu baixei a discografia pra ver de qual era. O negócio é bom pra caraaaaaaaalho. Tô absurdado. Tô até meio puto de não ter ido ao show no Rio.
Viva a Música! Diogo Freire 10 Dec 2007 5 Comments
Eu nunca tinha visto uma piadinha com baterista que não fosse falando do cérebro do tamanho de azeitonas. É uma lenda antiga que deve ter lá o seu porque.
Essa aí achei engraçadinha. Quem tá no mundo o qual ela se enquadra deve achar graça. Hahaha…

Viva a Música! Diogo Freire 26 Sep 2007 No Comments